[Terça-feira, Julho 19, 2005]

Medo
Cada minuto que vivo nao te consigo esquecer,
Sera porque te amo,
Ou terei medo de te perder...?
Medo de te perder, tenho de certeza,
De perder o teu coracao,
De perder a tua beleza...
Medo de perder a confianca,
Medo de ganhar a incerteza...
Contigo quero estar, e para sempre estarei!!
Porque viver sem o teu sorriso, eu nunca conseguirei...
Adormecer no teu sonho,
Acordar no teu desejo,
Com os teus olhos ao luar,
Desejarei dar-te um beijo.
David Franco
por Metiorus * 7/19/2005 09:16:00 PM
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[Sábado, Julho 09, 2005]

Musica: musica que nao me sai da cabeca...a mesma que me quebra o silencio durante a noite... a mesma que me faz lembrar de ti... mas esta musica nao vem de mim...
Cantar? Como posso cantar se tu es a minha voz? Agora apenas posso ouvir...
Lua: a unica fonte que me ilumina na escuridao da noite... e nela que relembro os teus olhos...os teus olhos doces, em tons de um verde raro...uns olhos doces, tal como tu...
Estrelas: o unico sitio onde me perco, para esquecer...sempre posso perder-me na noite a tentar conta-las...coisa impossivel, nao e? Mas quem sabe, nao tera sido a primeira coisa impossivel que tentei possuir... quem sabe, tentei possuir uma coisa tao impossivel, como obter o conhecimento de todas as estrelas do ceu...
Vento: algo que me toca... toca-me de uma maneira calma, serena... suave... tao suave que me lembra a tua pele...lembra-me a tua pele igualmente suave, deleitosa... sensivel... que com todo o meu carinho, todo o cuidado, eu afagava, contornando o teu rosto e tentando ter a certeza que nao mais me iria esquecer da sua forma...tentando ter a certeza de que te dava tanto prazer a ti seres acariciada, como a mim acariciar-te...
Eu: mudo, com a lua nos olhos... a tentar o impossivel... a sentir algo que nao vejo... e com a minha voz no pensamento...
Tu: a minha lua... a minha voz.... o vento que me dava prazer sentir...
...tu...
David Franco
8/07/2005
por Metiorus * 7/09/2005 08:41:00 AM
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[Sexta-feira, Julho 08, 2005]

Nao e facil saber-te aqui... Nao e facil saber-te minha... Nao e facil pensar-te como o meu segundo berco... Mas e tao bom saber que existes...
Nao e facil... Porque a cada novo folego, amo-te cada vez mais... E sinto-me condenado a ser sempre eu... Como gostava de ser alguem melhor... Para ti, por ti... Conseguir mostrar ao mundo o meu poder quando te tenho dentro de mim... Poder morrer vezes sem conta pela eternidade do teu amor... Como gostava de ser alguem melhor...
Mas quando a noite vem e me deito nesta cama vazia onde ainda dorme o teu cheiro, tenho a certeza de que esta chama que me consome e me transforma em cinzas, e a mesma felicidade que me ira fazer renascer do po, uma e outra vez, de cada vez que me abracares e deres um beijo longo e demorado...
por Metiorus * 7/08/2005 07:20:00 PM
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[Domingo, Junho 26, 2005]

FE
Venha o sol que vier, e uma promessa
O que a manha nos traz na sua alvura.
E outra vez a vida que comeca
Aberta de inocencia e de frescura.
Cipreste frio, a noite! Cor impura
Triste alegria a tinta negra impressa.
Venha o sol que vier, tem mais altura
O sonho que se veja e que se meca.
Claro como a verdade - diz o povo.
Doce como um comeco, o fruto novo
Onde reluz o laivo que o pintou.
Venha o sol que vier, e um outro dia
No limpido pais da fantasia
Que a nossa escuridao iluminou.
Miguel Torga
por Metiorus * 6/26/2005 03:51:00 PM
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[Segunda-feira, Junho 20, 2005]

"Se a tua vida depender do meu amor, entao viveras alem da vida......pois eu amo-te alem do amor..."
por Metiorus * 6/20/2005 08:58:00 PM
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[Quinta-feira, Junho 16, 2005]

Noite;
E nela que me deixo levar
Por meio de questoes escritas no ceu
Numa noite de luar
"Tudo o que tenho, sera realmente meu?"
Uma pergunta pertinente,
Ate porque apesar de saber eu a resposta,
Continuarei a fazer a sua pergunta...
O ser humano e muito exigente:
Quanto mais sabe, mais quer saber...
Assim como, quanto mais tem, mais quer ter,
E assim sucessivamente...
"Tudo o que tenho e meu", dentro da medida dos possiveis:
E meu, numa maneira muito geral,
Porque, a qualquer momento me pode ser tirado,
Sem sequer dar conta do sucedido...
Seja morte a sua causa,
Seja prazo de validade,
Seja o tempo...
...seja a vontade da "coisa" que me pertence...
Sim, porque tambem me estava a referir a "algu�m"!...
Por exemplo, alguem que amamos, dizemos: "E Meu"
Mas essa pessoa pertence-nos, (se assim o podemos dizer),
Ate ela querer!
Dum momento para o outro,
Pode agarrar nas suas coisas,
Dizer "obrigado pelo teu coracao, mas ja usufrui o suficiente dele"
E ir-se embora, deixando-nos completamente de rastos!
"E porque?", perguntam-se voces agora:
"Por que razao ficamos nos de rastos?"
Pelo simples facto de agora, nesta situacao,
Nos podermos comparar a simples criancinhas de colo,
A quem tiraram o seu chupa, por exemplo,
Logo apos (mesmo sem querer),
De a terem consciencializado,
Que aquele chupa lhe pertencia...
Que aquele chupa era dela, e que estava no seu direito
De fazer o que entendesse dele...
De terem feito a crianca apegar-se de tal maneira ao chupa,
Porque afinal, era dela,
E de um momento para o outro,
E-lhe retirado a luz dos seus olhos...
A unica coisa que lhe fazia feliz, nessa altura...
...nesse momento...
Por esse motivo, ficamos de rastos...
Nao por pensarmos que essa pessoa nos pertencia,
E poderiamos fazer o que quisessemos dela,
Mas por nos termos apegado a essa pessoa de tal maneira
Que davamos tudo por ela...
Sim!
Mesmo depois de lhe termos dado o coracao!
Mesmo depois de te-la deixado explora-lo,
Da maneira que mais lhe convinha...
E tambem,
Por, no fim de tudo,
Depois de ter tido um principio,
Ter mesmo que acontecer um final...
Porque para o ser humano, mais uma vez,
Quando e bom, tem que durar muito tempo...
E mesmo durando uma Eternidade,
Essa Eternidade parecer-lhe-a um piscar de olhos,
Porque sempre querera mais e mais...
Porque lhe tras consolo para o coracao
Muitas vezes, mesmo sabendo que o final esta proximo...
Mas aprende-se muito com isso tudo!
Aprende-se, por exemplo, a nao ser um "maos largas"...
Nao dar logo o coracao todo,
Mas deixar um pouco para nos...
Porque penso, que ao menos assim...
Alguma coisa nao e nossa apenas por um espaco de tempo
Mas acompanhar-nos-a ate a morte
Porque esta dentro de nos...
Temos e de saber usar�
David Franco
15/06/05
por Metiorus * 6/16/2005 03:55:00 PM
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[Segunda-feira, Junho 13, 2005]

Um adeus
Corpo encarcerado, olhos cegos
Perdida na nascente dos teus labios
Na capacidade de te querer sempre
Sequer vi os abismos abissais
Que nos ilhavam um ao outro
Julguei-me eterna, infinita
Na memoria dos teus passos
Nas trilhas do teu coracao cansado
Ignorei tuas emocoes inconditas
Que ora me apontavam como horizonte
Ora me renegavam ao sonho do impossivel
Foste-te enredando na tua impotencia
Arrefecendo meus voos e desvarios
Teceste no burburinho da tua alma
Caminhos de solidao, gritos de silencio
Cercaste minhas opcoes na tua pulsacao
Definindo minhas rotas e tracados
Com tuas cartas, navegaste meu barco
Levando-me para onde nao irias
Nao me deste a conhecer teu gosto
Tiraste-me o nectar dos teus beijos
A fantasia do calor de teus bracos
Retinas sombreadas, continuei a sonhar
Na furtividade de um crepusculo
Declinaste tuas verdades amargas
Vestiste uma lagrima incontida
E te foste, deixando meu coracao desnudo...
Fernanda Guimaraes
por Metiorus * 6/13/2005 05:16:00 PM
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